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domingo, 29 de março de 2015

Kibe de forno com quinoa e carne moída

Aí que queria fazer kibe de forno. Tava com a lombra do kibe de forno.Não achei trigo para kibe e pensei que a quinoa que anda encalhada aqui em casa (marido não gosta de quinoa) poderia substituir muito bem. E não é que ficou uma delícia?
Então, vim compartilhar essa receitinha fácil e gostosa com vocês (essa receita não tem foto, porque a fome foi tanta que ficou fora de foco! Mas tava tão bom que eu achei que valia postar mesmo assim.

Para duas pessoas é necessário:
1/2 xícara de quinoa crua (depois de cozida, vai dobrar de tamanho)
1 cebola pequena picada
300 g de carne moída da sua preferência (usei patinho)
2 dentes de alho bem picadinhos
Requeijão em barra ralado (usei mais ou menos uma xícara, mas se não tiver, use o queijo que preferir, e se não quiser rechear, não recheia, ué!)
Sal a gosto
azeite para untar a forma

A primeira coisa a fazer, é cozinhar a quinoa. Eu cozinho assim: coloco a quinoa lavada na panela (quinoa tem que ser muito bem lavada, senão o gosto fica estranho), acendo o fogo e deixo dar uma secada. Quando estiver mais seca, coloco o dobro de água (nesse caso, uma xícara), um pouco de sal e deixo cozinhar tampada até a água secar.

Quando a quinoa ficou pronta, deixei esfriar uns minutinhos e depois misturei os outros ingredientes (menos o queijo) até formar uma massa. Acho mais fácil misturar com a mão, mas se preferir, use uma colher.

Coloquei metade da massa num refratário, depois o requeijão em barra ralado no meio e cobri com a outra metade da massa. (Aliás, o que é o requeijão em barra? Tudo na vida de uma pessoa que cozinha, é muito versátil. E delicioso! Dá para usar em tudo que fica bom!)

Coloquei no forno pré aquecido a temperatura média (mais ou menos 140°) e fiquei observando até ver que estava assado. Levou uns 35 minutos.

Não ficou muito bonito, mas ficou muito, muito gostoso. Comemos com uma saladinha.

Agora já tenho como desovar a quinoa encalhada. Certeza que vai virar tudo kibe!


domingo, 1 de março de 2015

Que tal um bolo de banana e castanha do Pará no lanche da tarde?

Se você, assim, como eu, não tem mão boa para bolo, você vai adorar essa receita, porque se deu certo comigo, conhecida pelos bolos que não crescem, vai dar certo com você.
É um bolo pequeno, e para fazer usei minha nova forma de pão.
Aliás, em breve, vocês devem ver várias receitas de pães e bolos por aqui.

Os ingredientes:
2 bananas prata amassadas
100 g de manteiga à temperatura ambiente (prefiro usar com sal)
1 xícara (chá) de açúcar
2 ovos
1 e 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo
1 colher (chá) de fermento em pó
1 colher (chá) de baunilha
Castanhas do pará picadas (usei mais ou menos 6)

Preparo:
Peneire a farinha e o fermento juntos e reserve.
Numa batedeira, bata a manteiga e o açúcar em velocidade alta até formar um creme uniforme.
Sem parar de bater, adicione os ovos um a um e junte as bananas. Coloque aos poucos a farinha e o fermento, sempre batendo e por fim, a baunilha e as castanhas.
Coloque a massa numa forma untada e asse a 180° por 40 minutos.

No final, você vai ficar com essa delícia aqui:



E se quiser e gostar, corte uma faria e coma com creme de amendoim ou nutela. De chorar de tão bom!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Sopa fria de tomate e pimentão



Sopa? Nesse calor?
Sim!
E muita.Essa sopa não só pode ser tomada fria, como fica ainda melhor GELADA!
E fora isso é fácil, fácil de fazer.
Ela é prima do gaspacho, mas mais fácil e mais rápida.Tem menos ingredientes e menos preparação.

Como prato principal para duas pessoas ou entrada para quatro, você vai precisar:


5 tomates maduros cortados em pedaços grandes (usei o italiano)
2 pimentões vermelhos (não tinha, usei o amarelo mesmo) picados e sem a parte branca de dentro 
1 ou 2 dentes de alho sem casca (usei 2 e ficou bem ardidinho, do jeito que eu gosto)
2 fatias de pão de forma sem casca
300 ml de água
1 colher de sopa de vinagre
1 colher de sopa de azeite
sal a gosto

A receita:

1. Coloque tudo no liquidificador.
2. Ligue o liquidificador.
3. Desligue o liquidificador quando estiver tudo batido.

Atenção: muito cuidado para não esquecer nenhuma etapa desta dificílima receita!


Diquinha:Uma coisa que eu gosto de fazer é tirar a pele do pimentão, mas não é essencial. Para tirar a pele, a dica é espetar o pimentão num garfo e queimar na boca do fogão até ficar preto. Depois deixa esfriar e tira apele com um papel toalha ou embaixo da torneira.


Como eu disse: eu GOSTO de tirar a pele do pimentão:



Olha a cara de incendiária feliz da pessoa!




Por que não uma tacinha de espumante para acompanhar. né?

domingo, 16 de novembro de 2014

Geléia de damasco do Cozinha Prática

Fiz a receita dessa geléia e me surpreendi.
Muito fácil e muito gostosa.
Mesmo marido, que não gosta de damasco, aprovou.



Como fiz igualzinho à receita original (milagre!), vou deixar o link para quem quiser fazer aqui.
Recomendo muito para quem quiser uma opção de geléia caseira, sem conservantes e sem açúcar (e que rende um potão!).
Ah, e o principal, muito saborosa!



PS: Acabei de lembrar que não fiz igual (claro). Não tinha água de laranjeira, então não coloquei, mas deu certo!

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Fundo de alcachofra com recheio de quinoa

Infelizmente, não dá para viver de pernil de cordeiro todos os dias. Mas não é porque você quer comer melhor e mais saudável que tem que abrir mão do sabor e do prazer de comer. Foi por conta desse pensamento que comprei recentemente o livro "Cozinha natural gourmet" da chef Tatiana Cardoso.
As receitas me pareceram fáceis, mas saborosas. E ainda que todas sejam vegetarianas, acho tem boas idéias de pratos principais ou até acompanhamentos para onívoros, como eu!
Para testar, me inspirei nessa receita que me pareceu fácil e para a qual eu já tinha tudo em casa. Nesse caso, fiz algumas adaptações apenas para aproveitar melhor o que eu tinha.

Para duas pessoas, eu usei:
4 fundos de alcachofra congelada 
1 xícara de quinoa
2 xícaras de caldo de legumes caseiro
azeite
1/2 xícara de cebola roxa bem picadinha (eu só tinha a roxa, mas serve a que você tiver)
1/2 xícara de cenoura baby em rodelas finas (de novo, era o que tinha, você pode usar cenoura normal, se preferir)
sal e pimenta do reino a gosto
1 colher de chá de suco de limão
1 colher de sopa de raspas de limão


Levinho, mas alimenta

A primeira coisa a fazer é lavar a quinoa, escorrer e colocar para cozinhar no caldo de legumes com pouco sal.
Em seguida, preparei a alcachofra conforme consta da embalagem (ou seja, cozinhei com um pouco de sal).
Numa frigideira, coloque azeite e refogue a cebola e a cenoura. Nessa fase, era para por vinho, mas como eu não tinha, coloquei um pouco do caldo de legumes para cozinhar e amaciar a cenoura.
Quando estiver cozido, acrescente a quinoa e desligue o fogo. Acrescente o suco de limão e as raspas e recheie os fundos de alcachofra.
Para finalizar, reguei com um fio de azeite e servi.
Ficou bem gostoso e refrescante por causa do limão.
Nós comemos só isso como prato principal, mas acho que deve ficar ótimo como acompanhamento para um peixe.

domingo, 2 de novembro de 2014

Pernil de cordeiro assado por oito horas

Não sei isso já aconteceu com vocês antes, mas quando comprei o livro "Quando Katie cozinha" da Editora Panelinha, folheei e não me interessei por nenhuma receita. Tudo me pareceu pesado, estranho, mas eu acho que eu é que devia estar azeda no dia, porque há duas semanas, quando peguei de novo para olhar, o efeito foi o inverso, porque fiquei com vontade de fazer várias das receitas.
E para estrear as receitas aqui em casa, escolhi o pernil de cordeiro.
Apesar de ficar oito horas (sim, oito horas!) no forno, a preparação em si é simples.
Como sempre, dei umas adaptadas (de leve) nos ingredientes e quantidades, mas o resultado foi excelente.

Para 4 a 6 pessoas você vai precisar:
Cordeiro
2 cebolas cortadas em quatro
2 cabeças de alho cortadas ao meio +
12 dentes de alho descascados cortados no sentido do comprimento
2 maços de alecrim 
1 pernil de cordeiro (o que usei tinha cerca de 2,200 kg)
azeite
vinho branco (para borrifar por cima de tempos em tempos)
sal e pimenta do reino a gosto
cerca de 200 gramas de queijo feta (cortei em cubos grandes e acho que dá para substituir por qualquer queijo branco duro, salgado e esfarelento. Sei que tem alguns assim em Minas que eu já comi, mas não lembro o nome. Acho que se bobear, ficaria bom com o queijo coalho também)

Molho de ervas e limão
1 punhado grande de manjericão, hortelã e salsinha lisa
1 colher de chá de mostarda dijon
1 colher de chá de vinagre de vinho branco
1 colher de sopa de alcaparras lavadas
raspas e suco de 1 limão siciliano
1/2 xícara de azeite (acrescente mais se achar necessário)

A primeira coisa a fazer é preaquecer o forno a 140° (beeem baixo). Recomendo muito usar o termômetro de forno, se você tiver, é claro.
Coloque as cebolas e as metades dos alhos no fundo de uma assadeira grande e regue com um pouco de azeite (vai ajudar depois na hora de limpar). Por cima, coloque os ramos de 1 maço de alecrim formando uma espécie de cama.



Passe uma pouco de azeite nas mãos e massageie o cordeiro. Com uma faca afiada pequena, faça doze cortes no pernil com mais ou menos 2,5 cm de profundidade. Em cada corte, coloque duas metades de alho e meio ramo de alecrim dobrado ao meio.


Tá meio desfocado, mas é só para dar idéia de como fica

Coloque em cima da cama de temperos, tempere com sal e pimenta do reino, dê uma última regada de azeite e coloque no forno coberto com papel alumínio, que deverá ficar meio solto e inserido na parte interna da assadeira.
De tempos em tempos, dê uma olhada e caso ache que está seco, borrife o vinho branco.
Eu só achei necessário borrifar a partir da quarta hora de forno, porque no começo, a gordura do pernil derreteu e manteve a carne úmida.
Após as oitos horas, retire do forno e deixe descansar por pelo menos 20 minutos antes de desfiar.

Para fazer o molho, é só bater todos os ingredientes no liquidificador. Deve ficar como um pesto fino. E sugiro que você dê uma experimentada à medida que fizer, porque eu precisei ajustar o sabor com mais ervas, porque no começo tava muito ácido.

Por fim, coloque o cordeiro desfiado numa travessa, acrescente o queijo, o molho e se delicie.






Para servir, usei o grande amigo, cuscuz marroquino (sobre o qual já falei aqui e aqui) e salada. Foi sucesso de público e crítica. E ainda teve sobras para o almoço do dia seguinte, quando o sabor ficou ainda melhor.



É um prato para fazer com tempo, mas recomendo demais!

Se alguém lembrar o nome do queijo branco, duro e esfarelento de Minas me avisa nos comentários? 

domingo, 12 de outubro de 2014

Massa com alcachofra (quase) leve para o verão

Bom, a massa é quase leve, porque na verdade, nenhuma massa é leve, né?
Mas essa eu fiz no domingo, quando fez 35° aqui em São Paulo e eu e marido ficamos bem.
Acho que o pulo do gato dessa massa é que não tem molho nenhum. Além disso, usei massa integral, porque é sempre melhor, né?

Para duas pessoas comerem bem (de verdade, com direito a repetição generosa):
meio pacote de espaguete integral
5 fundos de alcachofra (usei congelado, mas também dá para usar em conserva ou fresco, claro)
200 gramas de tomate cereja (uma dessas caixinhas de mercado básica)
2 dentes de alho picados
3 colheres de sopa de azeite
sal e pimenta do reino a gosto
manjericão fresco a gosto





A primeira coisa a fazer é ver se a alcachofra precisa ser cozida. Se você usar a congelada ou a fresca é necessário cozinhar antes. No caso da congelada, é só seguir as instruções da embalagem e quando ficar pronto, escorrer e reservar.
Nesse meio tempo, já dá para colocar a água do macarrão para ferver com sal e óleo.
Agora é hora de cortar os tomates na metade e picar os dentes de alho e reservar.
Caso a alcachofra esteja fria o suficiente para você não se queimar, é hora de cortar em tiras. 
Numa frigideira grande, coloque metade do azeite e frite as alcachofras até começar a parecer frita (sei que essa descrição é estranha, mas na hora vai dar para perceber o que eu quis dizer).
Acrescente o alho e deixe fritar mais um pouquinho, só para perfumar tudo. Tome cuidado para não deixar o alho escurecer muito, senão fica amargo.
Por fim, acrescente o resto azeite e os tomates e deixe por cerca de um minuto e desligue o fogo. Os tomates devem sair bem inteiros.
Escorra o macarrão, acrescente o molho e rasgue as folhas de manjericão e jogue por cima.
Fica leve, gostoso e alimenta.
Acho que com um vinho branco geladinho deve ficar ótimo.


terça-feira, 9 de setembro de 2014

Salmão e aspargos assados. Receita fácil, fácil!

Acho que a maioria de vocês que me acompanha aqui no blog já deve ter percebido que o meu negócio são as receitas fáceis e práticas. Mas essa que eu vou postar hoje atinge um novo nível de facilidade e rapidez até para mim. Nem louça suja direito, ou seja, praticamente mágico para um jantar de sexta-feira, que para mim é sempre um dia de mais cansaço.

A inspiração veio do que eu tinha na geladeira e dessa receita nesse blog, mas como sempre fiz as minhas adaptações.

Para começar, fiz tudo assado. Via de regra, prefiro sempre fazer peixe no forno, porque acho bem mais fácil e suja menos coisa.

Ingredientes para duas pessoas:
1 posta de salmão grande (usei uma de 500 g)
1 maço de aspargos 
azeite
Sal e pimenta do reino a gosto
raspas do limão siciliano (que vai aparecer abaixo)

Para o molho
1 iogurte natural
mostarda e mel a gosto (usei uma amostra em que essa mistura já veio feita, mas dá para fazer numa boa)
suco de 1/2 limão siciliano
molho inglês a gosto (usei o equivalente a uma colher de café)
cebolinha picada a gosto
Sal e pimenta do reino a gosto

O que eu fiz então foi:
Preaqueci o forno a 200° (temperatura entre média e alta). 
Lavei os aspargos e deixei escorrer um pouco.
Lavei o limão e fiz as raspas da casca usando um ralador comum e reservei.

Numa assadeira grande, coloquei um pedaço grande de papel alumínio e coloquei os aspargos, sal, pimenta e um pouco de azeite. Dei uma espalhada nos temperos para pegar em todos os aspargos. 




Aí, embrulhei os aspargos no alumínio, mas sem fechar totalmente. Ficou um embrulho mais frouxo. Acomodei na primeira metade da assadeira.


Na outra metade, coloquei outro pedaço de papel alumínio, o salmão (que dividi em dois pedaços), e espalhei com as mãos o azeite, sal e pimenta, especialmente na parte de baixo, para não grudar. 


Coloquei as raspas de limão e fechei o embrulho, mas dessa vez bem fechadinho para criar aquele efeito de papelote.

Coloquei a assadeira no forno e marquei 15 minutos no timer do celular.

Enquanto isso fiz o molho, bastante complicado, que consiste em: misturar tudo e ajustar os temperos para o seu gosto. Ou seja, só dá para fazer com treinamento de chef de cozinha!

Nesse meio tempo já fui pondo a mesa e abrindo um vinho branco, porque ninguém é de ferro e afinal era sexta!

Nisso, tocou o apito do cel, desliguei o forno e o resultado foi esse:

Esses 15 minutos de forno foram o suficiente para assar o salmão sem deixá-lo seco e os aspargos ficaram al dente.

Delicioso, prático, light e sem louça praticamente nenhuma, já que a assadeira nem sujou.

Esse prato vai aparecer lá em casa muitas e muitas vezes? Simmmmmmmm! Troca esse prato por uma bicicleta? Nãããããããooooo!







terça-feira, 26 de agosto de 2014

Caldo verde: receita portuguesa com certeza!

Que tal aproveitar esse fim de inverno para fazer um caldo verde?
Fiz aqui em casa e ficou bem bom. Na verdade, eu e marido achamos que foi o mais delicioso que já tomamos, o que é mais uma das vantagens de cozinhar em casa, a gente faz as coisas de acordo com o nosso gosto.

Rende 4 pratos, que no nosso caso deu só para nós dois, porque tava bom demais!

Ingrediente:
4 batatas médias
250 g de linguiça calabresa defumada e fatiada (não achamos a
portuguesa)
couve fatiada (à vontade, nós usamos umas 8 folhas)
1 cebola bem picada
1 dose de conhaque
água para diluir a sopa
sal a gosto
pimenta do reino a gosto (se não gostar, não use)

Primeiro nós descascamos e colocamos as batatas para cozinhar. Quando estavam cozidas, batemos no liquidificador com um pouco da água.  Em outra panela, colocamos as linguiças para fritar. Quando soltou bastante gordura, acrescentamos a cebola, que refogamos até ficar transparente.
Como ficou um pouco grudado no fundo da panela, usamos o conhaque para deglacear a panela e não perder o sabor maravilhoso que fica nas coisas grudadas no fundo.
Quando a bebida evaporou totalmente, colocamos as batatas batidas e acrescentamos água para diluir um pouco e ficar com mais cara de caldo.
Para nós, deixamos um caldo um pouco mais grosso do que a gente encontra normalmente por aí. Abaixamos o fogo e deixamos tudo cozinhando com a penal tampada por 15 minutos. Depois disso, acrescentamos a couve e deixamos cozinhar até ela ficar molinha (de novo, foi como a gente achou mais gostoso, mas cada um tem um jeito de fazer).
Depois disso, foi só partir para o abraço.
A cebola sumiu no caldo, a linguiça perfumou a cozinha e deixou um gosto delicioso na sopa. Ou seja, só alegria.
Achei que ia sobrar para eu congelar, mas ficou tão boa, que só sobrou a foto!




sábado, 9 de agosto de 2014

Salada morna de quinoa

Sei que dei uma sumida, mas juro que a culpa não foi a comida saudável que eu tenho tentado comer. 
Por isso voltei hoje com uma opção de salada que dá para comer tranquilamente nos dias frios.

Fiz essa espécie de salada para o jantar e foi um sucesso. Até marido, que não é muito adepto de comidas mais naturebas, aprovou. Usei como acompanhamento para um salmão (o da posta gigante na foto abaixo), mas tenho certeza que fica bom com qualquer coisa.



Deixei o salmão com a pele torradinha embaixo
 e quase cru em cima. Delícia!

Na minha opinião, nem chega a ser uma receita, mas é uma boa dica para quem quer se alimentar melhor, mas com praticidade.

Para duas pessoas usei:
1/2 xícara de quinoa mista em grãos
1 xícara de água
sal
folhas de espinafre (a gosto)
vagem fina congelada (a gosto)

Primeiro lavei a quinoa e escorri.
Numa panela pequena coloquei a quinoa, a água e um pouco de sal. 
Quando levantou fervura, coloquei em fogo baixo e tampei. Leva uns 20 minutos para cozinhar, mais ou menos.
Quando estava há 15 minutos no fogo, acrescentei as vagens, Depois de 3 minutos, ou seja, quando já estava no fogo há quase 18 minutos, acrescentei as folhas de espinafre para dar uma murchada.
A partir daí fui experimentando. Acho que é questão de gosto se você quer mais molinha ou al dente, eu preferi mais a quinoa mais firminha.
Na hora de servir, reguei com um fio de azeite e ficou mais gostoso ainda.



Travessa cheia. Não durou muito tempo assim!

Com certeza é um acompanhamento que vai fazer parte de muitas refeições lá em casa.
E vocês? Já usam a quinoa em casa? Têm alguma dica de receita para compartilhar?

sábado, 10 de maio de 2014

Polenta ítalo-mineira

Esse prato é, na verdade, bem simples. O diferencial fica por conta de alguns detalhes.
O primeiro é o uso da polenta branca (a mesma que eu usei aqui) e o segundo é a couve cozida dentro da polenta.
No fim, você tem uma polenta com as cores da bandeira da Itália, mas com a mineirice da couve.
Fora dizer que fica perfeita para o friozinho que está chegando.



Para duas pessoas que comem bem, você vai precisar:
1 xícara de polenta branca
6 xícaras de caldo de legumes
8 ou 10 folhas de couve, desta vez, orgânica (eu fatiei grosso, porque apesar do avô mineiro, não tenho o dom de fatiar a couve fininha)
1 pote de extrato de tomate (usei o Blessing, orgânico e muito gostoso)
250 g de carne moída (patinho, como sempre)
1/2 cebola (a que tinha aqui em casa era gigante, mas se você tiver uma cebola normal  pode por inteira)
pimenta calabresa (se gostar)
sal
azeite para refogar a cebola

Para fazer, a primeira coisa é colocar o caldo para ferver, quando estiver fervendo, vá acrescentando a polenta aos poucos, até colocar toda e levantar fervura. Nesse ponto, você irá colocar a tampa e mexer de vez em quando. Esse processo leva entre meia hora e quarenta minutos, porque a polenta branca demora para ficar cozida. Experiente no final e se já estiver cozida, acrescente a couve. Basta deixar com a couve uns cinco minutos.

Em outra panela, refogue a cebola com um pouco de azeite. Quando estiver transparente, acrescente a carne e refoque. Depois acrescente o extrato de tomate, um pouco de sal e de pimenta calabresa. Se achar que está muito grosso, ponha água. Deixe apurar por pelo menos quinze minutos.

Depois é só servir.



Falei que era simples, né?


quinta-feira, 8 de maio de 2014

Frango empanado assado mezzo Nigella mezzo Fernanda

Ontem, para o nosso jantar, adaptei uma receita de frango da Nigella do livro "Na cozinha com Nigella" e que ficou muito gostosa.
As principais diferenças foram os ingredientes da casquinha (já que eu não tinha todos) e o modo de preparo, porque a receita dela era frita (claro) e eu fiz assado.

Para duas pessoas é necessário:
2 filés de frango
1/2 colher de sopa de molho inglês
250 ml de leite
1/2 limão
farinha de rosca (o suficiente para empanar o filé)
1 colher de chá de pimenta caiena (se não gostar, coloque menos ou nem ponha)
1 colher de sopa de parmesão
sal

A primeira coisa a fazer é misturar o leite e o limão numa tigela onde caibam os filés de frango depois.
Aguarde 5 minutos, acrescente o molho inglês e misture. Você vai ver que o leite vai estar talhado, parecendo um iogurte fino. É o que a Nigella chama de leitelho, que me parece ser mais comum na Europa do que por aqui.
Coloque os filés de frango nessa mistura e deixe por pelo menos 30 minutos.
Num prato raso, misture a farinha de rosca, a pimenta, o parmesão e o sal.
Passados os trinta minutos, retire os frangos do leitelho e passe na farinha de rosca.
Coloque numa forma antiaderente e leve ao forno pré aquecido. Deixe 15 minutos de cada lado e está pronto!
Para acompanhar, fiz aquela salada de couscous marroquino com tomate que postei aqui.
Ficou bem leve, mas muito saboroso. Uma jantinha com cara de especial.



A crosta ficou super crocante!! 

terça-feira, 6 de maio de 2014

Bolo de carne diferente

Uma das regras do Michael Pollan é" nunca como nada que sua avó não reconheceria como comida". Um exemplo que ele dá disso é aquela bisnaga de queijo que parece um tubo de pasta de dente. Isso deve ser mais comum nos EUA, mas já tem em alguns supermercados por aqui.
Se faça a pergunta: minha vó, ou minha bisavó, reconheceria esse tubo metálico como queijo? Com certeza, não, né?
Mas uma coisa que todo mundo reconhece como comida é um bolo de carne moída caseiro.
Ontem à noite fiz um para jantarmos, mas com uma diferença: coloquei batata na "massa" do bolo. Pode não ter ficado muito bonito, mas ficou bom demais!

Para duas pessoas você vai precisar: 
250 g de carne moída (usei patinho)
2 batatas
1/2 cebola ralada (ou bem picadinha)
2 dentes de alho picados
1 colher de sopa de mostarda
sal a gosto
pimenta do reino a gosto 
cebolinha picada a gosto
mostarda, se quiser e gostar
2 batatas
leite, se precisar

A primeira coisa é cozinhar a batata e deixar esfriar uma meia hora.
Depois disso, misture numa vasilha todos os ingredientes e esprema a batata com um espremedor por cima de tudo. Misture bem e se achar que está um pouco difícil de mexer, acrescente um pouco de leite.
Esse bolo de carne fica molinho, então o ideal é fazer em ramequins refratários ou num pirex.
Unte a forma escolhida com azeite e coloque no forno médio por cerca de 40 minutos.



Sei que ele não está exatamente bonito, mas ficou uma delícia. Por fora ficou sequinho e quase crocante e por dentro ficou muito macio por causa da batata espremida. Para acompanhar, uma bela saladinha.

Comidinha com jeito de casa!


segunda-feira, 5 de maio de 2014

Maio: Mês Em Defesa da Comida

No começo desse ano, já preocupada com a qualidade da minha alimentação e do meu marido, li o livro "Em defesa da comida - um manifesto" de Michael Pollan. Recomendo muitíssimo o livro que está esgotado no fornecedor, mas dá para ler o e-book (que foi o que comprei).
Em tempo: parece que na Livraria Cultura tem o livro agora. Corre!!!! rsss




O autor depois de conversar com muita gente de produtores de alimentos a cientistas da nutrição chega a algumas conclusões bem interessantes, inclusive sobre a indústria do alimento e sai da pesquisa com as seguintes regras sobre alimentação:

"Coma comida. Não em excesso. Principalmente vegetais."

Olhando assim, parece quase besta, né? Umas regrinhas tão simples. Mas na verdade, quando você lê o livro, vê que é mais profundo do que parece. Já venho buscando seguir essas regras que fizeram muito sentido para mim, mas como estou em férias, quero aproveitar para aplicar isso um pouco melhor. Vou falar um pouco sobre como vou aplicar essas regras com mais força este mês.

Coma comida 
Essa regra, que é a mais importante, se refere principalmente a comer comida de verdade e não se alimentar, como o Pollan descreve, de produtos industrializados comestíveis. Ou seja, se eu estiver a fim de comer uma torta, não vou comprar uma torta congelada no mercado, vou fazer a minha própria torta. Claro que há momentos em que vou comprar produtos industrializados, afinal moro em São Paulo. Mas vou tentar comprar o alimento menos industrializado e processado que for possível. Uma troca que fiz após ler o livro foi parar de comprar requeijão e cream cheese para passar no pão. Ao invés disso, compro queijo branco. Que sim, é industrializado, já que não tenho uma Mimosa na área de serviço do apartamento para me dar leite, mas busco escolher sempre o que tem menor quantidade de conservantes e aditivos químicos.

Não em excesso
Meio auto explicativo, né? O autor fala sobre como hoje, com a facilidade em conseguir comida (ou produtos industrializados comestíveis) inclusive a preços baixos, acabamos comendo muito mais do que deveríamos ou precisamos. Um conselho que ele dá em relação a isso é sair da mesa antes de estar totalmente satisfeito. Ele mostra inclusive que algumas culturas tem ditados e "regras" para isso, como os japoneses que aconselham a parar de comer quando a pessoa estiver 80% satisfeita.

Principalmente vegetais
Esse aqui também é bem simples, né? No meu "Maio Em Defesa da Comida", para fazer isso, vou procurar comprar vegetais preferencialmente orgânicos (se der, nada de neurose), seguir a tabela de vegetais de época da Ceagesp, já que os vegetais de época são mais baratos e nutritivos e, o que é o mais divertido para mim, vou comprar (e fazer) coisas que não costumamos ter em casa. De repente, um purê de cará, quem sabe? Ou algo mais criativo, sei lá. O importante é comer bem para ter saúde!

Então, esse mês vou cozinhar tendo essas regrinhas sempre em mente e quando fizer alguma coisas gostosa e nutritiva, vou postar aqui.
Não vou postar o dia em que comermos arroz, feijão, bife e salada, porque veja bem, né? Mas quando tiver coisas diferentes e legais (e de preferência fáceis), coloco aqui.
E de novo, quem puder, leia o livro, é muito bom!
E se alguém tiver uma dica de prato ou receita e quiser me mandar, eu gostaria muito!


sábado, 22 de março de 2014

Macarrão com couve flor (quase) do Jamie Oliver

E aí comprei o livro do Jamie Oliver, o das refeições completas em 30 minutos (lenda urbana, na minha opinião; acho que é mais fácil encontrar o saci pererê pegando táxi na Av. Paulista em dia de chuva), e junto com o livro tinha uma seleção especialíssima de restos na geladeira.
Resultado: adaptação da receita do britânico (coisa que ele fala terminantemente para não fazer na introdução do livro) e o resultado ficou tão bom que já fiz duas vezes (com adaptações, claro)!





Os meus ingredientes adaptados (para quatro pessoas):
Meio pacote de penne
Requeijão cremoso (cerca de 200 g)
1/2 xícara de creme de leite
2 pães franceses 
1 pacote de couve flor congelada
1 ramo de alecrim
1 gomo de linguiça calabresa defumada
azeite
sal

Preparo:
A primeira coisa é colocar a água da massa para ferver.
Depois, tem que fatiar a linguiça e assar em forno alto na mesma travessa onde a massa vai ser servida. Deixe até ficar crocante e soltar a gordura (no meu forno levou uns 15 minutos).
Quando a linguiça assar, retire da travessa e coloque no processador com a gordura dela, o pão e o alecrim. Bata até obter uma farofa úmida.
Se ficar seca, acrescente azeite. Não esqueça de verificar o sal.
Reserve.
Quando a água da massa ferver, coloque o macarrão e depois de uns dois minutos, coloque a couve flor. Não deixe cozinhar demais, pois ainda terá um período de forno. Eu tirei do fogo no estágio antes de ficar al dente, ou seja, meio duro mesmo.
Num pote, misture o requeijão, o creme de leite e um pouco da água do cozimento do macarrão. A idéia é ficar um creme fino.
Na travessa onde assou a linguiça, coloque a massa e o creme acima e misture. Por cima, faça uma camada da farofa que estava reservada e leve ao forno médio.
Deixe até a camada de cima virar uma crosta crocante e dourada (no meu forno, foram mais uns vinte minutos, por isso é bom deixar a massa e a couve-flor pouco cozidas antes).

Essa receita fica super gostosa, mas dá para ver que é tudo, menos light. Para mim, tem cara de almoço de domingo.





Já fiz com presunto cru no lugar da linguiça e ficou ótimo também. E fiz também com a couve flor fresca e achei que fica bem melhor do que a congelada.

Mas na verdade, fica boa se qualquer jeito (inclusive no dia seguinte)!

Que tal tentar nesse fim de semana?