domingo, 16 de novembro de 2014
Geléia de damasco do Cozinha Prática
Muito fácil e muito gostosa.
Mesmo marido, que não gosta de damasco, aprovou.
Como fiz igualzinho à receita original (milagre!), vou deixar o link para quem quiser fazer aqui.
Recomendo muito para quem quiser uma opção de geléia caseira, sem conservantes e sem açúcar (e que rende um potão!).
Ah, e o principal, muito saborosa!
PS: Acabei de lembrar que não fiz igual (claro). Não tinha água de laranjeira, então não coloquei, mas deu certo!
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Maio: Mês Em Defesa da Comida
Em tempo: parece que na Livraria Cultura tem o livro agora. Corre!!!! rsss
O autor depois de conversar com muita gente de produtores de alimentos a cientistas da nutrição chega a algumas conclusões bem interessantes, inclusive sobre a indústria do alimento e sai da pesquisa com as seguintes regras sobre alimentação:
"Coma comida. Não em excesso. Principalmente vegetais."
Olhando assim, parece quase besta, né? Umas regrinhas tão simples. Mas na verdade, quando você lê o livro, vê que é mais profundo do que parece. Já venho buscando seguir essas regras que fizeram muito sentido para mim, mas como estou em férias, quero aproveitar para aplicar isso um pouco melhor. Vou falar um pouco sobre como vou aplicar essas regras com mais força este mês.
Coma comida
Essa regra, que é a mais importante, se refere principalmente a comer comida de verdade e não se alimentar, como o Pollan descreve, de produtos industrializados comestíveis. Ou seja, se eu estiver a fim de comer uma torta, não vou comprar uma torta congelada no mercado, vou fazer a minha própria torta. Claro que há momentos em que vou comprar produtos industrializados, afinal moro em São Paulo. Mas vou tentar comprar o alimento menos industrializado e processado que for possível. Uma troca que fiz após ler o livro foi parar de comprar requeijão e cream cheese para passar no pão. Ao invés disso, compro queijo branco. Que sim, é industrializado, já que não tenho uma Mimosa na área de serviço do apartamento para me dar leite, mas busco escolher sempre o que tem menor quantidade de conservantes e aditivos químicos.
Não em excesso
Meio auto explicativo, né? O autor fala sobre como hoje, com a facilidade em conseguir comida (ou produtos industrializados comestíveis) inclusive a preços baixos, acabamos comendo muito mais do que deveríamos ou precisamos. Um conselho que ele dá em relação a isso é sair da mesa antes de estar totalmente satisfeito. Ele mostra inclusive que algumas culturas tem ditados e "regras" para isso, como os japoneses que aconselham a parar de comer quando a pessoa estiver 80% satisfeita.
Principalmente vegetais
Esse aqui também é bem simples, né? No meu "Maio Em Defesa da Comida", para fazer isso, vou procurar comprar vegetais preferencialmente orgânicos (se der, nada de neurose), seguir a tabela de vegetais de época da Ceagesp, já que os vegetais de época são mais baratos e nutritivos e, o que é o mais divertido para mim, vou comprar (e fazer) coisas que não costumamos ter em casa. De repente, um purê de cará, quem sabe? Ou algo mais criativo, sei lá. O importante é comer bem para ter saúde!
Então, esse mês vou cozinhar tendo essas regrinhas sempre em mente e quando fizer alguma coisas gostosa e nutritiva, vou postar aqui.
Não vou postar o dia em que comermos arroz, feijão, bife e salada, porque veja bem, né? Mas quando tiver coisas diferentes e legais (e de preferência fáceis), coloco aqui.
E de novo, quem puder, leia o livro, é muito bom!
E se alguém tiver uma dica de prato ou receita e quiser me mandar, eu gostaria muito!
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Vogue Curvy + manifesto "escapolido"
O canal é o Vogue Curvy e apesar de ser na Vogue Itália é inteiramente em inglês, o que super facilita a nossa vida. Ainda está começando e acho que com o tempo, terá mais conteúdo, mas é super bem cuidado e bonito. Tem moda, beleza, compras, para mulheres como a modelo plus size da foto abaixo, a brasileira Fluvia Lacerda.
Em um vídeo, uma das modelos plus size vai a uma loja em chamada Brand Bazar em Paris e monta dois looks. Um com uma batinha, legging preta e sapatilha, super fácil de qualquer uma montar e usar. Já no outro look, ela usa um vestido que eu amei. Super girlie, colorido e sem mangas. Sim!!!! Alerta, alerta: uma gordinha de alcinhas! Inconcebível para muita gente com mente estreita, né?
Confesso que fiquei com uma certa invejinha, porque aqui em nosso país abençoado por deus e bonito por natureza, é super difícil encontrar roupas legais em modelos maiores. E nem precisa ser tão maior assim. Vocês já viram aquelas lojas que só trabalham com tamanhos P ou M? Quando eu descobri que isso existia, fiquei completamente abismada. Como assim? E se a menina tem o busto grande? Ou é coxuda, ou sei lá, vamos enlouquecer e imaginar que alguém pese mais de quarenta quilos.
Enfim, ainda deve demorar um pouco para as coisas mudarem e o padrão de beleza raquítica sair de cena, mas ainda há esperança.
Outra coisa que me passou pela cabeça é que eles estão tentando conciliar duas coisas muito importantes na Itália: a comida e o design. Afinal, uma coisa não exclui a outra. Nada nos impede de estarmos lindas, maquiadas, bem vestidas e sair para comer um belo de um risoto com um belíssimo vinho tinto. E ainda um tiramissu de sobremesa, por que não? De vez em quando é bom.
Eu entendo que a preocupação com peso deve ser só quando ele afeta a saúde. Se você está acima do peso e seu colesterol está alto, é lógico que você deve emagrecer um pouco para restaurar a sua saúde. E se você está magra e desmaia porque não come direito, é lógico que você deve engordar um pouco para restaurar a sua saúde.
Bom,gente, isso acabou virando um manifesto, mas o que queria mesmo dizer é: dêem uma olhada no site! Rsss
Beijocas
Fê
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Sério?!?!
Hoje vi essa imagem que me obrigou a falar sério e sair um pouco do agradável mundo dos cremes e maquiagens.
É o seguinte: já percebemos que as modelos têm quer ser altas e magras, mas o que é isso? É para ser bonito, mesmo? De verdade? Ou é para pegar um pratinho com arroz, feijão carne e salada e dar para a coitada?
Sei que a busca das mulheres por perfeição na aparência não é novidade e existe há milhares de anos. Há cerca de 200 anos (século XIX) na Era Vitoriana, havia os espartilhos que apertavam as cinturas femininas para que ficassem graciosas e elegantes. Essa peça era responsável por muitos dos desmaios das jovens donzelas vitorianas, que estavam apenas sufocando, já que não conseguiam expandir a caixa torácica adequadamente.
Também podemos nos lembrar das mulheres girafa da Tailândia com argolas no pescoço, que não podem ser tirados, pois os pescoços estão atrofiados e se quebrariam.
Outro exemplo, também radical e ainda mais antigo, é a deformação dos pés na China. O bonito era ter pés pequenos e para isso as meninas tinhas seus dedos e peito do pé quebrados na infância. Para mantê-los pequenos, eram enfaixados, sendo que a faixa também ajudava a reduzir e dar firmeza ao pé, pois depois de passar por essa tortura eles perdiam a capacidade de sustentar o corpo. Esta tradição durou cerca de 1000 anos.
E assim, em variadas culturas, a saúde era sacrificada para que mulheres se encaixassem em determinados padrões estéticos para agradar não só aos seus possíveis companheiros, mas principalmente à sociedade.
E agora, que teoricamente evoluímos tanto, temos mais essa forma de deformação. Claro, cada um faz e vive como quer, mas não é questionável quando a saúde fica atrás da estética? Quando de um lado temos movimentos sociais e culturais nos incitando a aceitar as diferenças e do outro lado, temos padrões que nos são praticamente empurrados goela abaixo? Não é uma hipocrisia?
E caso ainda não tenha ficado claro, sou contra tudo que coloca a nossa saúde e nossa vida
E continuo querendo dar um bom e velho PF (prato feito e de boteco!) para essa menina que deve estar um azedume só de tanta fome.
Só para esclarecer, essa foto foi tirada por Alexandre Schneider (Folha Imagem) e é de um desfile da São Paulo Fashion Week Inverno 2010 que acabou na última sexta-feira.


